domingo, 18 de janeiro de 2015

A mão q assina o diploma

Pequenos gestos são muito significativos.
Na hora de assinar o diploma, a imagem da tela mostrou a mãozinha da Sophia. A emoção q senti foi tão intensa q chorei. 
A emoção de ver a filha encerrando uma etapa da vida, preparando-se para outra foi invadida pela emoção de ver q ela estava usando um anel q era da minha mãe. Foi tão bonito ela escolher este anel, foi uma atitude tão querida...
Ela sabe o q sinto por ela e ela sabe q a Vó Zoé ficaria exultante com o resultado da formação acadêmica da neta.
Filha amada, não tens idéia  do qto te amo e admiro!
Desculpa as rateadas e os embaraços q te causo de vez em qdo, tá?

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Surpresa de Natal

Há muitos anos, minha mãe, Zoé, era professora de um colégio interno para crianças do Interior. Situado em Porto Alegre, era a saída para famílias carentes proporcionarem uma educação de bom nível para seus filhos. No final do ano, os pais davam um jeito de buscar suas crianças para passarem Natal e Ano-Novo com eles.
Num certo ano, uma família não teve condições de buscar a menina, de uns oito anos, filha única. O pai havia falecido e a família estava enfrentando muitas dificuldades. Minha mãe, entendendo o sofrimento e a saudade da pequena e para não deixá-la sozinha no colégio, a trouxe para passar o Natal em nossa casa.
Mesa posta, luzes, risadas, presentes. Então, tocou a campainha e todos ficamos muito surpresos, não estávamos esperando ninguém. Era a mãe da menina, que a minha mãe havia providenciado que viesse de longe para que, naquele ano, já tão cheio de sofrimento, as duas pudessem compartilhar ao menos dessa alegria. Até hoje esta história nos emociona, colorindo o Natal com a generosidade e o carinho da dona Zoé.

chic, eu! saiu na Zero Hora de 24/25 de dezembro de 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Anos de terapia e não aprendi nada.
Então, numa manhã, leio uma coluna do Zé Pedro Goulart na ZH e ta-daaa!
Captei, querido mestre...
No final:
(O Ponteiro que se Move escreve; e tendo escrito,

Prossegue. Nem toda a tua devoção, ou Astúcia,

Conseguirá induzi-lo a cancelar meia Linha.

Nem todo o teu Pranto, apagar uma letra do que foi dito.

Kurt Vonnegut)

ok, tudo bem, mas não é K.V. 
É
The Rubáiyát of Omar Khayyám
FitzGerald's quatrain LI (in his 1st edition)

Some for the glories of this world; and some

Sigh for The Prophet's Paradise to come;
Ah, take the cash and let the credit go,
Nor heed the rumble of a distant drum

And much as Wine has played the Infidel

And robbed me of my robe of Honour, well ...
I often wonder what the vintners buy
One half so precious as the stuff they sell

For some we loved, the loveliest and best

That from His rolling vintage Time has pressed,
Have drunk their glass a round or two before,
And one by one crept silently to rest

But helpless pieces in the game He plays

Upon this chequer-board of Nights and Days
He hither and thither moves, and checks ... and slays
Then one by one, back in the Closet lays

"The Moving Finger writes: and, having writ,

Moves on: nor all thy Piety nor Wit
Shall lure it back to cancel half a Line,
Nor all thy Tears wash out a Word of it."

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Saudades

Saudades

 Some like it hot!

vi com a Mãe, no cinema... era um dos filmes que ela mais gostava
hj com a morte do Tony Curtis, lembrei daquele dia
e este é, para mim, um dos melhores diálogos do cinema, ainda mais considerando a época em que foi filmado - 1959 - Jack Lemmon e Joe E. Brown:

Jerry: Oh no you don't! Osgood, I'm gonna level with you. We can't get married at all.
Osgod: Why not?
Jerry:
I smoke! I smoke all the time!
Osgood
: I don't care.
Jerry
: Well, I have a terrible past. For three years now, I've been living with a saxophone player.
Osgood: I forgive you.
Jerry
: [Tragically] I can never have children!
Osgood: We can adopt some.
Jerry: But you don't understand, Osgood!
[Pulls of wig]
Jerry: I'm a man!
Osgood
: Well, nobody's perfect!

sábado, 14 de agosto de 2010

Both sides now

Both Sides Now

Rows and flows of angel hair
And ice cream castles in the air
And feather canyons everywhere
I've looked at clouds that way

But now they only block the sun
They rain and snow on everyone
So many things I would have done
But clouds got in my way

I've looked at clouds from both sides now
From up and down, and still somehow
It's cloud illusions I recall
I really don't know clouds at all

Moons and Junes and Ferris wheels
The dizzy dancing way you feel
As ev'ry fairy tale comes real
I've looked at love that way

But now it's just another show
You leave 'em laughing when you go
And if you care, don't let them know
Don't give yourself away

I've looked at love from both sides now
From give and take, and still somehow
It's love's illusions I recall
I really don't know love at all

Tears and fears and feeling proud
To say "I love you" right out loud
Dreams and schemes and circus crowds
I've looked at life that way

But now old friends are acting strange
They shake their heads, they say I've changed
Well something's lost, but something's gained
In living every day

I've looked at life from both sides now
From win and lose and still somehow
It's life's illusions I recall
I really don't know life at all

I've looked at life from both sides now
From up and down, and still somehow
It's life's illusions I recall
I really don't know life at all

joni mitchell

segunda-feira, 7 de junho de 2010

The Tiger

1757-1827

TIGER, tiger, burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Could frame thy fearful symmetry?

In what distant deeps or skies

Burnt the fire of thine eyes?
On what wings dare he aspire?
What the hand dare seize the fire?

And what shoulder and what art

Could twist the sinews of thy heart?
And when thy heart began to beat,
What dread hand and what dread feet?

What the hammer? what the chain?

In what furnace was thy brain?
What the anvil? What dread grasp
Dare its deadly terrors clasp?

When the stars threw down their spears,

And water'd heaven with their tears,
Did He smile His work to see?
Did He who made the lamb make thee?

Tiger, tiger, burning bright

In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Dare frame thy fearful symmetry?

domingo, 6 de junho de 2010

calma aí!

Fazer lista acalma meus demônios..

Presentes especiais (não estão em ordem alguma que não seja minha memória enganosa)
1. Mudinhas de alface, deixadas lá em casa há muuuuitos anos atrás pelo Jorge B.
2. Pingente do saci, lindo, lindo que ganhei do Fernando no aniversário deste ano
3. Livro dos gatos, que a Margane mimosa me deu de lembrança quando saí do CAPS
4. Livro com gatos, em inglês que a Adri me mandou de BH e chegou muito depois do que ela imaginava
5. Broche de girafinhas, esmaltado, vindo de quem nunca tinha me dado esperança de afeto
6. Cartão do Will e da Sophia, com palavras amorosas de filhos amorosos
7. Anel dos signos que eu mesminha me dei...

Acalmaram-se, malditos?

sábado, 3 de abril de 2010

Decepção

Não, não é tão bom assim... Falo do mundo, este em que vivemos, tu, eu, nós, vós, ele - o gato e eles - os vizinhos...
Pois um dia, no passado, escrevi q se as pessoas fossem como o gato, o mundo seria um lugar melhor. Reafirmo o que disse, entristecida...
A síndica já se foi e está morando no Paraíso, suponho que cheio de gatos amorosos e cães faceiros, que lhe prestam reconhecimento agradecido. O sub-síndico mudou-se para outro prédio. Tomaram-lhes o lugar uns seres sérios e sisudos, politizados, mas menos humanos. Os anteriores administradores deste edifício viam no gato um ponto de união, aceitando-o com sua presença quieta, mas notada. Convidavam o bichano para visitá-los, inclusive. Já alguns vizinhos, inclusive os pais de uns monstrinhos mal-educados, compartilham com os seus filhotes de duas patas e com outros tantos moradores, a ojeriza ao animal...
Esperam que, após sete anos de liberdade, o Calvin seja confinado ao apartamento de onde, segundo eles, nunca deveria ter saído. Será que sabem que refazer os hábitos de um bichinho é tão difícil quanto educar crianças? Eles, que não conseguem civilizar seus filhos, desejam que, de um hora para outra, o gato deixe de frequentar a portaria do edifício  e de circular livremente sozinho... Claro que de coleira e cordinha não poderão impedir-nos de passear, como fazem os donos dos cães...
Já iniciamos, consternados, o processo irreversível e canhestro de reeducação exigido pela civilidade - não que eu seja muito civilizada! não, sou bem neanderthalesca, como sabem aqueles que me conhecem...
Mas o que fazer em relação às gentes com quem convivemos?
Já sei! vamos nos mudar, que só a distância destes seres vai aliviar nossos corações... É de uma casa que precisamos, o gato e nós, já que um outro maluco da vizinhança também resolveu se preocupar com os trabalhos manuais do Fernando...
O epitáfio deste edifício, se edifícios o tivessem, seria: "Aqui jaz um lugar que já foi repleto de humanidade e alegria. Morreu de casmurrice aguda, afogado em seu próprio fel! Descanse em paz."

Era uma vez...
Lili across the universe: Um lugar

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ultimatum

Alvaro de Campos

Mandado de despejo aos mandarins da Europa! Fora.
         Fora tu, Anatole-France, Epicuro de farmacopeia-homeopática, ténia-Jaurès do Ancien-Régime, salada de Renan-Flaubert em louça do século dezassete, falsificada!
         Fora tu, Maurice-Barrès, feminista da Acção, Chateaubriand de paredes nuas, alcoviteiro de palco da pátria de cartaz, bolor da Lorena, algibebe dos mortos dos outros, vestindo do seu comércio!
         Fora tu, Bourget das almas, lamparineiro das partículas alheias, psicólogo de tampa de brasão, reles snob plebeu, sublinhando a régua de lascas os mandamentos da lei da Igreja!
         Fora tu, mercadoria Kipling, homem-prático do verso, imperialista das sucatas, épico para Majuba e Colenso, Empire-Day do calão das fardas, tramp-steamer da baixa imortalidade!
         Fora! Fora!
         Fora tu, George-Bernard-Shaw, vegetariano do paradoxo, charlatão da sinceridade, tumor frio do ibsenismo, arranjista da intelectualidade inesperada, Kilkenny-Cat de ti próprio, Irish-Melody calvinista com letra da Origem-das-Espécies!
         Fora tu, H. G. Wells, ideativo de gesso, saca-rolhas de papelão para a garrafa da Complexidade!
         Fora tu, G. K. Chesterton, cristianismo para uso de prestidigitadores, barril de cerveja ao pé do altar, adiposidade da dialéctica cockney com o horror ao sabão influindo na limpeza dos raciocínios!
         Fora tu, Yeats da céltica-bruma à roda de poste sem indicações, saco de podres que veio à praia do naufrágio do simbolismo inglês!
         Fora! Fora!
         Fora tu, Rapagnetta-Annunzio, banalidade em caracteres gregos, «D. Juan em Pathmos» (solo de trombone)!
         E tu, Maeterlinck, fogão do Mistério apagado!
         E tu Loti, sopa salgada fria!
         E finalmente tu, Rostand-tand-tand-tand-tand-tand-tand-tand!
         Fora! Fora! Fora!
         E se houver outros que faltem, procurem-nos por aí pra um canto!
         Tirem isso tudo da minha frente!
         Fora com isso tudo! Fora!

Ai! que fazes tu na celebridade, Guilherme-Segundo da Alemanha, canhoto maneta do braço esquerdo, Bismarck sem tampa a estorvar o lume?!
         Quem és tu, tu da juba socialista, David-Lloyd-George, bobo de barrete frígio feito de Union Jacks?!
         E tu, Venizelos, fatia de Péricles com manteiga, caída no chão de manteiga para baixo?
         E tu, qualquer outro, todos os outros, açorda Briand-Dato. Boselli da incompetência ante os factos todos os estadistas pão-de-guerra que datam de muito antes da guerra! Todos! todos! todos! Lixo, cisco, choldra provinciana, safardanagem intelectual!
         E todos os chefes de estado, incompetentes ao léu, barris de lixo virados para baixo à porta da Insuficiência da Época!
         Tirem isso tudo da minha frente!
         Arranjem feixes de palha e ponham-nos a fingir gente que seja outra!
         Tudo daqui para fora! Tudo daqui para fora!
         Ultimatum a eles todos, e a todos os outros que sejam como eles todos!
         Senão querem sair, fiquem e lavem-se.

Falência geral de tudo por causa de todos!
         Falência geral de todos por causa de tudo!
         Falência dos povos e dos destinos — falência total!
         Desfile das nações para o meu Desprezo!
         Tu, ambição italiana, cão de colo chamado César!
         Tu, «esforço francês», galo depenado com a pele pintada de penas! (Não lhe dêem muita corda senão parte-se!)
         Tu, organização britânica, com Kitchener no fundo do mar mesmo desde o princípio da guerra!
         (It 's a long, long way to Tipperary and a jolly sight longer way to Berlin!)
         Tu, cultura alemã, Esparta podre com azeite de cristismo e vinagre de nietzschização, colmeia de lata, transbordamento imperialóide de servilismo engatado!
         Tu, Áustria-súbdita, mistura de sub-raças, batente de porta tipo K!
         Tu, Von Bélgica, heróica à força, limpa a mão à parede que foste!
         Tu, escravatura russa, Europa de malaios, libertação de mola desoprimida porque se partiu!
         Tu, «imperialismo» espanhol, salero em política, com toureiros de sambenito nas almas ao voltar da esquina e qualidades guerreiras enterradas em Marrocos!
         Tu, Estados Unidos da América, síntese-bastardia da baixa-Europa, alho da açorda transatlântica nasal do modernismo inestético!
         E tu, Portugal-centavos, resto da Monarquia a apodrecer República, extrema-unção-enxovalho da Desgraça, colaboração artificial na guerra com vergonhas naturais em África!
         E tu, Brasil, «república irmã», blague de Pedro-Álvares-Cabral, que nem te queria descobrir!
         Ponham-me um pano por cima de tudo isso!
         Fechem-me isso à chave e deitem a chave fora!
         Onde estão os antigos, as forças, os homens, os guias, os guardas?
         Vão aos cemitérios, que hoje são só nomes nas lápides!
         Agora a filosofia é o ter morrido Fouillée!
         Agora a arte é o ter ficado Rodin!
         Agora a literatura é Barrès significar!
         Agora a crítica é haver bestas que não chamam besta ao Bourget!
         Agora a política é a degeneração gordurosa da organização da incompetência!
         Agora a religião é o catolicismo militante dos taberneiros da fé, o entusiasmo cozinha-francesa dos Maurras de razão-descascada, é a espectaculite dos pragmatistas cristãos, dos intuicionistas católicos, dos ritualistas nirvânicos, angariadores de anúncios para Deus!
         Agora é a guerra, jogo do empurra do lado de cá e jogo de porta do lado de lá!
         Sufoco de ter só isto à minha volta!
         Deixem-me respirar!
         Abram todas as janelas!
         Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Rio

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2690800.htm

O mais terrível não é a morte do homem, a coisificação do corpo/mercadoria no carrinho do supermercado... 

O mais terrível não são os tiros, as balas-perdidas, o pavor... 

O mais terrível é ver o sorriso, entre curioso e mórbido, das crianças e adolescentes absorvendo o espetáculo da estupidez humana... e se acostumando com ele, como se fosse normal e cotidiano, banal e esperado...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Isadora

não era por causa de passos leves ou delicados, nem pela beleza. nem sequer por dançar, que só a vi provocando uma única vez.
era o anúncio do destino trágico, que se transbordava na euforia em pílulas ou em voláteis odores.
nenhuma palavra, nenhuma carícia que tivesse vindo dela se deixou esquecer e esvair em dor, em lágrima, em falta, em arrependimento.
se na pele ardia, mais ainda dentro, mais ainda em volta, mais ainda.
ainda arde.

domingo, 2 de agosto de 2009

já é agosto, mon dieu!

Nusssssa... faz tempo q não venho aqui, né? mas é q ando meio maníaca e é tanta idéia me atropelando o pensamento q preciso parar para organizar as pobrezinhas, catalogar cuidadosamente cada uma delas e, então, escrever novamente! eu volto, logo!

domingo, 7 de junho de 2009

Cuma?

"Unidade da GM em Gravataí vai produzir modelo popular O projeto deve marcar a estreia do primeiro carro da montadora com tecnologia coreana, planejado para ser mais barato do que o Celta. O novo carro que a montadora General Motors (GM) vai produzir em sua fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, deve ser um modelo de baixo custo, mais barato que o Celta, hoje vendido por R$ 25 mil. O projeto, ainda em fase de desenvolvimento, deverá marcar a estreia do primeiro veículo com tecnologia coreana, que passará a ser adotada pela montadora no país." Digam-me, pessoas amadas, em que perverso mundo um carro "popular" custa mais de 53 vezes o salário mínimo nacional? Pq aqui, neste país maravilhoso, democrático e blá-blá-blá... custa isto! Quem será o povo ao qual o adjetivo demagógico se refere? Se souberem, me contem, pq me sinto uma ignorante neste preciso momento! *mode revolta* on

domingo, 24 de maio de 2009

13


Ok, matemática é o fim prá mim!
Mas, andei pensando aqui, tem uma coisa q me atrai nos números... é estatística, a probabilidade de algo acontecer...
E deste ponto de vista percebi q a cada 13 anos algo de terrível acontece perto do meu aniversário...
Por duas vezes perdi pessoas bem próximas na véspera do dia q mais adoro no ano: um tio, qdo eu ia fazer 13 anos e minha madrinha qdo ia fazer 41...
e ano passado e neste ano, dias antes do niver querido, a mesma dor me pegou de jeito... não perdi por morte, perdi por decepção...
então, caríssimos, façam aí a continha básica e saberão qtos outonos já vi...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Lots of work

Tanto trabalho, tanto, q nem tenho tido tempo de postar nada... mas penso, ah, como penso em escrevinhações... ainda voltarei, talvez diária, talvez bissemanal... epa! fui atacada pela nova ortografia! já estou cheia de pintinhas azuis sobre um fundo verde!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Um gosto clássico

Era uma vez um casal de hamsters, chamados romanticamente de Romeu e Juju... Moravam numa caixa de madeira bem grande e feita especialmente para eles. Como é sabido por todos, os hamsters gostam de famílias grandes. Romeu e Juju tbém...
A dona, após limpar a caixa, numa manhã em q estava particularmente atrasada, saiu e deixou a tampa entreaberta. Ao chegar em casa, no final do dia, depois de passar horas e horas em pé, escolhendo tecidos e desenhando modelos de roupas, deu de cara com o Romeu jogado no fundo da gaiola, de barriga para cima, parecendo morto. Não, o malandrinho estava bem vivo, só dormia como gostava...
E a Juju? nem notícias dela! A dona procurou pela casa toda. Casa toda é modo de dizer, q era um apartamento de 1 dormitório, recém ocupado por ela e seus hóspedes roedores. Quando já tinha desistido, sentou no chão da sala pouco mobiliada e já ia chorar qdo ouviu o roc, roc, roc... Na gaveta onde guardava suas poucas roupas, acomodada com seus filhotinhos recém-nascidos, Juju! E para fazer um ninho apropriado, a mãezinha cuidadosa tinha roído uma saia jeans, uma camisa listradinha em vinho e branco e um cardigã de lã vinho! Um traje completo, q ela era uma hamster de gosto clássico, como a dona...
Passam-se décadas, o apartamento já é bem maior e está ocupado, agora, por humanos e felinos. Mas o gosto dos animais da dona por trajes, persiste! Olha o gato Caco, deitadinho sobre o meu "terno" preferido de trabalho...

domingo, 16 de novembro de 2008

Dieta

Caracoles! gasto uma pequena fortuna mensal comprando ração diet para o gato gordo, afinal ele precisa emagrecer, tem o coração, o colesterol, coisa e tals...
E ele não emagrece, ao contrário está cada vez mais enorme e pançudo...
Lembra q contei q ele visita os vizinhos?
Pois ontem uma das minhas amigas do prédio falou q o Calvin vai no ap. dela e brinca com a cachorrinha e, vê se pode, come da ração da fofinha!
É "O" abuso!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

William Wordsworth

Ode On Intimations Of Immortality From Recollections Of Early Childhood There was a time when meadow, grove, and stream, The earth, and every common sight, To me did seem Apparell'd in celestial light, The glory and the freshness of a dream. It is not now as it has been of yore;-- Turn wheresoe'er I may, By night or day, The things which I have seen I now can see no more. The Rainbow comes and goes, And lovely is the Rose, The Moon doth with delight Look round her when the heavens are bare; Waters on a starry night Are beautiful and fair; The sunshine is a glorious birth; But yet I know, where'er I go, That there hath pass'd away a glory from the earth. Now, while the Birds thus sing a joyous song, And while the young Lambs bound As to the tabor's sound, To me alone there came a thought of grief: A timely utterance gave that thought relief, And I again am strong. The Cataracts blow their trumpets from the steep, No more shall grief of mine the season wrong; I hear the Echoes through the mountains throng, The Winds come to me from the fields of sleep, And all the earth is gay, Land and sea Give themselves up to jollity, And with the heart of May Doth every Beast keep holiday, Thou Child of Joy Shout round me, let me hear thy shouts, thou happy Shepherd Boy! Ye blessed Creatures, I have heard the call Ye to each other make; I see The heavens laugh with you in your jubilee; My heart is at your festival, My head hath it's coronal, The fullness of your bliss, I feel--I feel it all. Oh evil day! if I were sullen While the Earth herself is adorning, This sweet May-morning, And the Children are pulling, On every side, In a thousand vallies far and wide, Fresh flowers; while the sun shines warm, And the Babe leaps up on his mother's arm:-- I hear, I hear, with joy I hear! --But there's a Tree, of many one, A single Field which I have look'd upon, Both of them speak of something that is gone: The Pansy at my feet Doth the same tale repeat: Whither is fled the visionary gleam? Where is it now, the glory and the dream? Our birth is but a sleep and a forgetting: The Soul that rises with us, our life's Star, Hath had elsewhere it's setting, And cometh from afar: Not in entire forgetfulness, And not in utter nakedness, But trailing clouds of glory do we come From God, who is our home; Heaven lies about us in our infancy! Shades of the prison-house begin to close Upon the growing Boy, But He beholds the light, and whence it flows, He sees it in his joy; The Youth, who daily farther from the East Must travel, still is Nature's Priest, And by the vision splendid Is on his way attended; At length the Man perceives it die away, And fade into the light of common day. Earth fills her lap with pleasures of her own; Yearnings she hath in her own natural kind, And, even with something of a Mother's mind, And no unworthy aim, The homely Nurse doth all she can To make her Foster-child, her Inmate Man, Forget the glories he hath known, And that imperial palace whence he came. Behold the Child among his new-born blisses, A four year's Darling of a pigmy size! See, where mid work of his own hand he lies, Fretted by sallies of his Mother's kisses, With light upon him from his Father's eyes! See, at his feet, some little plan or chart, Some fragment from his dream of human life, Shap'd by himself with newly-learned art; A wedding or a festival, A mourning or a funeral; And this hath now his heart, And unto this he frames his song: Then will he fit his tongue To dialogues of business, love, or strife; But it will not be long Ere this be thrown aside, And with new joy and pride The little Actor cons another part, Filling from time to time his "humourous stage" With all the Persons, down to palsied Age, That Life brings with her in her Equipage; As if his whole vocation Were endless imitation. Thou, whose exterior semblance doth belie Thy Soul's immensity; Thou best Philosopher, who yet dost keep Thy heritage, thou Eye among the blind, That, deaf and silent, read'st the eternal deep, Haunted for ever by the eternal mind,-- Mighty Prophet! Seer blest! On whom those truths do rest, Which we are toiling all our lives to find; Thou, over whom thy Immortality Broods like the Day, a Master o'er a Slave, A Presence which is not to be put by; To whom the grave Is but a lonely bed without the sense or sight Of day or the warm light, A place of thought where we in waiting lie; Thou little Child, yet glorious in the might Of untam'd pleasures, on thy Being's height, Why with such earnest pains dost thou provoke The Years to bring the inevitable yoke, Thus blindly with thy blessedness at strife? Full soon thy Soul shall have her earthly freight, And custom lie upon thee with a weight, Heavy as frost, and deep almost as life! O joy! that in our embers Is something that doth live, That nature yet remembers What was so fugitive! The thought of our past years in me doth breed Perpetual benedictions: not indeed For that which is most worthy to be blest; Delight and liberty, the simple creed Of Childhood, whether fluttering or at rest, With new-born hope for ever in his breast:-- Not for these I raise The song of thanks and praise; But for those obstinate questionings Of sense and outward things, Fallings from us, vanishings; Blank misgivings of a Creature Moving about in worlds not realiz'd, High instincts, before which our mortal Nature Did tremble like a guilty Thing surpriz'd: But for those first affections, Those shadowy recollections, Which, be they what they may, Are yet the fountain light of all our day, Are yet a master light of all our seeing; Uphold us, cherish us, and make Our noisy years seem moments in the being Of the eternal Silence: truths that wake, To perish never; Which neither listlessness, nor mad endeavour, Nor Man nor Boy, Nor all that is at enmity with joy, Can utterly abolish or destroy! Hence, in a season of calm weather, Though inland far we be, Our Souls have sight of that immortal sea Which brought us hither, Can in a moment travel thither, And see the Children sport upon the shore, And hear the mighty waters rolling evermore Then, sing ye Birds, sing, sing a joyous song! And let the young Lambs bound As to the tabor's sound! We in thought will join your throng, Ye that pipe and ye that play, Ye that through your hearts to day Feel the gladness of the May! What though the radiance which was once so bright Be now for ever taken from my sight, Though nothing can bring back the hour Of splendour in the grass, of glory in the flower; We will grieve not, rather find Strength in what remains behind, In the primal sympathy Which having been must ever be, In the soothing thoughts that spring Out of human suffering, In the faith that looks through death, In years that bring the philosophic mind. And oh ye Fountains, Meadows, Hills, and Groves, Think not of any severing of our loves! Yet in my heart of hearts I feel your might; I only have relinquish'd one delight To live beneath your more habitual sway. I love the Brooks which down their channels fret, Even more than when I tripp'd lightly as they; The innocent brightness of a new-born Day Is lovely yet; The Clouds that gather round the setting sun Do take a sober colouring from an eye That hath kept watch o'er man's mortality; Another race hath been, and other palms are won. Thanks to the human heart by which we live, Thanks to its tenderness, its joys, and fears, To me the meanest flower that blows can give Thoughts that do often lie too deep for tears. -THE END-

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Caça

Nossa... meu coração disparou agora, minha respiração acelerou... Sabe ataque de pânico? se não sabe, não queira saber! Meu mimoso gatinho, o Caco, acabou de entrar correndo na sala, vindo do jardim do prédio... chamou minha atenção um "berreiro" vindo da boquinha do malvado! É um pardalzinho filhote q ele caçou, sabe-se lá como! o miudinho deve ter caído do ninho, pq tem 2 adultos numa piação aqui perto da minha janela... Pois quando vi q o Caco tinha algo na boca, fui atrás dele e o malandro soltou o passarinho q ficou se debatendo no chão e o Fe o recolheu e colocou numa caixinha, com uns paninhos... depois q passar um tempinho e diminuir o stress do bichinho é q o Fe vai ver se dá prá fazer alguma coisa... mas acho q ele tá bem machucado... Olha, mesmo sabendo q na natureza é regra q os felinos/gatos abatam suas presas e brinquem com elas e as destrocem, fiquei tão mobilizada pelo passarinho ... Eu e minha eterna mania de me solidarizar com o mais fraco... post scriptum: o pardalzinho morreu... a vida nele não suportou o ataque do caco... como disse a Celia, o gatinho devia aprender a comer só ração...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Para Francisco

http://parafrancisco.blogspot.com/ não deixe de ler... amor, ternuras, delicadezas... e realidade, lágrimas, saudades...